
Um dia você está num lugar medíocre, fazendo algo do qual não tem o menor talento pra coisa, se sentindo realmente um ser inferior. Você pára pra pensar que nem sequer deveria ter levantado da cama naquele dia, aliás, acha até que não deveria ter nascido. Já se sentiu assim, meu caro amigo? Pois eu aposto que sim. Aí você se levanta e vai fazer algo trivial, como tomar um café ou fumar um cigarro, e quando volta encontra um amigo que estava longe, mas que retornara e lhe abre um belo sorriso.E então essa pessoa te dá um imenso abraço, lhe estende as mãos e entrega um pequeno presente.Isso sem que seja seu aniversário, natal ou coisa parecida.Eu realmente chamaria isso de um presente.Mesmo longe seu amigo viu algo e pensou em você. Uma simples lembrancinha que chegou na hora exata, na qual você se sentia o ser mais digno de pena do mundo. Algo que te arrancou um sorriso franco e lhe fez enxergar que existem pessoas que pensam em você.Não precisa ser algo material, pode ser apenas um sorriso, uma carta, algo que dentro deste contexto, torna-se sentimental e pessoal.
Todo mundo gosta de ganhar presentes, mas dentro desse frenesi capitalista em que vivemos, o sentimento, a vontade de presentear o outro já é segundo plano. Eu, sinceramente, prefiro não ser lembrada somente em datas "especiais" e comerciais, mas ser lembrada sempre, com algo simples, da qual alguém lembrou de mim quando viu, algo de coração. Sempre tento fazer isso com as pessoas que gosto também, para que se sintam lembradas e especiais, para que eu sinta prazer em presenteá-las e jamais por uma obrigação comercial. Para que eu possa salvá-las de um dia medíocre e que também possa ser salva de um dia ordinário.

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